<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470</atom:id><lastBuildDate>Thu, 12 Nov 2009 14:38:42 +0000</lastBuildDate><title>Vitrine do Giba</title><description></description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-8943990997097523607</guid><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 00:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-10T16:10:08.424-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Pedagogia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Moralismo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caso Uniban</category><title>A pedagogia de saias curtas</title><description>Tudo o que presenciamos nos últimos dias envolvendo uma estudante de Turismo de uma universidade paulista por ter ido a aula de mini-saia, demonstra o grau em que se encontra o sistema educacional brasileiro. Triste sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso paulista, a turba foi instalada. E instada para uma fúria taliban. Ação descordenada, intolerável e injustificada. Até babaca, diriam outros. Burca para todas? Nada justifica tal ação, nem com uma "p..." (a palavra mais ouvida nos vídeos sobre o episódio) como alguns gostariam de justificar. A hipocrisia perambulou pelo campus. E quase não quis  sair. Nada de títulos e diplomas: o culto ao corpo é uma faca de dois gumes.... Momento de imbecilidade. “A atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar" registrou o lamentável comunicado da instituição publicado nos jornais paulista. Um erro corrigido, mas não a tempo de evitar o estrago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de conhecimento da instituição, segundo a própria nota divulgada nos jornais, deveria ter repreendida antes do episódio. Fosse o problema a postura da aluna a instituição, seus coordenadores, professores e administrativos já deveriam te-la chamado para uma advertência e posteriores ações disciplinares. Postura. Posturas... Postura que faltou a todos. Bastaria repreendê-la pelo traje... Talvez. E a advertência não basta (nem bastaria?)ser verbal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sociedade do Espetáculo se dá desta forma possibilitando a algum ator trabalhar em cena... E os novos atores sempre entrando em cena... A imprensa não pensa que ela é coitadinha (como muitos preconizam), apenas explora as dimensões do fato. Na mídia a turba ganhou dimensão. Os celulares viraram arma. Se nada fosse gravado e levado ao mundo virtual o fato não passaria de um episódio localizado de intolerância e humilhação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obrigação de uma universidade é estar presente em todos os momentos do processo educacional. É formar valores! E os nossos valores estão deturpados, violados. Todos os envolvidos na questão, antes de atirarem a primeira pedra deveriam refletir sobre o papel da educação: tolerância, respeito, reciprocidade, limites, valores, cordialidade, bom senso e etiqueta. A pedagogia, no caso "taliban" foi pego de calças curtas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-8943990997097523607?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2009/11/pedagogia-de-saias-curtas.html</link><author>noreply@blogger.com (Redação da P@rtes)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-7522438566600399143</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 19:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-21T12:08:13.433-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>A formação da classe operária.</category><title>resenha: A formação da classe operária.</title><description>Resenha&lt;br /&gt;Singer, Paul, 1932-     A formação da classe operária.  São Paulo, Atual, 1994 (Discutindo a História)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Singer, economista, sociólogo, militante do PT (Partido dos Trabalhadores), aproveita seu passado de metalúrgico, nos anos 50, para escrever este pequeno livro sobre a formação da classe operária, da qual se considera pertencer.&lt;br /&gt;Singer, autor de diversos livros sobre economia política, entende a classe operária enquanto ao conjunto de pessoas desprovidas de "propriedade ou de qualquer fonte de renda e que, por isso, são obrigados a usar a sua capacidade de trabalhar, isto é, a vender a sua força de trabalho para poder viver. São os trabalhadores assalariados."&lt;br /&gt;Demarca as diferenças entre o proletariado e a pequena burguesia, que nem todo assalariado é proletário, pois existe os assalariados burgueses (chefes, grandes dirigentes, presidente de firmas etc), que nem todo operário seja pobre etc.&lt;br /&gt;Retoma sintéticamente a formação histórica da classe operária desde a primeira forma  histórica de produção capitalista, a manufatura, que conviveu não apenas com o artesanato.&lt;br /&gt;Tendo como base a proletarização do campesinato, ou seja, os camponeses em várias situações distintas tornaram-se operárias, a formação da classe operária industrial  apresentou características diferentes em vários países. Singer esboça em poucas linhas a trajetória, desde o último quartil do século XVIII, a Revolução Industrial (processo de industrialização que está até hoje em marcha no Terceiro Mundo). Foi uma série de mudanças tecnológicas econômicas e sociais, induzidas pela Revolução Industrial.&lt;br /&gt;Paul Singer utiliza a metodologia de análise marxista para descrever o processo de revolução industrial, a passagem da manufatura para a produção industrial. Constitue-se o processo de substituição do homem pela máquina, que não foi pacífico e sim traumático, com muitas revoltas e movimentos contra a utilização das máquinas nas indústrias.&lt;br /&gt;A Revolução Industrial propiciou do pointo de vista tecnológico a aplicação da energia do vapor a máquina e daí surgiu a fábrica, do ponto de vista econômico acarretou um aumento contínuo e incrivelmente rápido da produtividade do trabalho.&lt;br /&gt;Do ponto de vista social a Revolução Industrial produziu a hegemonia capitalista na produção social e o seu produto histórico- o capitalismo industrial.&lt;br /&gt;Em suma, o livro de Paulo Singer é um painel detalhado da história da formação da classe operária no mundo. Uma formação que de início difundiu-se a outros países, a internacionalizar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-7522438566600399143?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2009/10/resenha-formacao-da-classe-operaria.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-6038293526377640750</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 18:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-21T11:53:02.092-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Novas e velhas mídias:</category><title>Novas e velhas mídias: introdução a uma discussão</title><description>Novas e velhas mídias:&lt;br /&gt;Interatividade e integração das mídias com ênfase na TV e no Rádio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é rede?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É um conjunto de nós interligados. Nó é o ponto no qual uma curva se entrecorta.   (...) São sistemas de televisão, estúdios de entreterimento, meios de computação gráfica, equipes para cobertura jornalísticas e equipamentos móveis gerando, transmitindo e recebendo sinais na rede global da nova mídia no âmago da expressão cultural e da opinião pública, na era da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada, integrando novos nós desde que consigam comunicar-se dentro da rede, ou seja, desde que consigam compartilhem os mesmos códigos de comunicação (por exemplo, valores ou objetivos de desempenho). (...) apropriados para a economia capitalista, baseada na inovação, globalização e concentração descentralizada. (Manuel Castells, in A Sociedade em Rede - Vol.1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A humanidade é como um vasto sistema nervoso - um cérebro global, em que cada um seria uma célula nervosa. A sociedade humana, da mesma forma como o nosso cérebro, pode ser vista como um enorme sistema de coleta de dados, comunicação e memória. Nós seres humanos, nos juntamos em conglomerados de cidades e metrópoles de maneira semelhante à aglomeração de células em gânglios num vasto sistema nervoso. Para unir os “gânglios" e cada uma das 'células nervosas', existem vastas redes de informação". Peter Russel - O despertar da Terra – Cultrix (&lt;a href="http://www.peterusell.com/"&gt;www.peterusell.com&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para Pierre Lévy, filósofo francês,&lt;/strong&gt; o internauta está construindo um mundo novo, uma comunidade virtual e global, que está apenas começando a formar sua linguagem, com seus signos e códigos particulares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nova noção&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A internet é um ambiente de multimeios. Multimidiática. Noção de espaço e tempo.&lt;br /&gt;“O tempo é longo ou é largo” – Laurie Anderson, cantora americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Novas tecnologias:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Fibras óticas/Banda larga - aumento da banda disponível para o envio de informações. Máquinas mais sofisticadas e potentes. Só falta investimentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A integração das mídias:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Som-imagem  - Web TV Rádio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Quando um consumidor estiver assistindo a um show e gostar da calça do cantor, poderá clicar na hora e ver o preço para decidir se compra ou não o produto.  Aliança da interatividade da TV com a Web&lt;br /&gt;-         Cinema – filme na internet&lt;br /&gt;-         O rádio –deve continuar o principal veiculo móvel de informação- crescimento das rádios via internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede é parte integrante da TV global (“Quando você estiver viajando poderá acessar pela rede seu canal e ver sua casa e sua comunidade” – Anfrew Lippman, diretor do Media Laboratory do MIT (Massachusetts Institute of Technology).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Processo de fusão-interação&lt;br /&gt;Hoje:&lt;br /&gt;Ainda que algumas empresas continuem a ter divisões de novas mídias operando em separado -a Washingtonpost Newsweek Interactive, e a New York Times Digital, por exemplo- muitas delas não estabeleceram suas unidades online como operações independentes. Em lugar disso, elas funcionam como departamentos de novas mídias de porte mais modesto, dentro dos limites das operações tradicionais, freqüentemente sustentados (no caso das cadeias de jornais) por uma unidade central de novas mídias no plano corporativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em processo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;CNN   divisões de rádio, televisão e internet – os  jornalistas da CNN agora produzirão conteúdo para cada uma das mídias.&lt;br /&gt;News Corp., de Rupert Murdoch, eliminou sua divisão News Digital Media, dispersando os sobreviventes entre as diversas propriedades da News Corp. a fim de que eles possam operar e dirigir os sites dessas divisões trabalhando de dentro. Futuro: A mídia interativa&lt;br /&gt;Os grandes conglomerados da comunicação vão apropriando-se da internet.&lt;br /&gt;"Tampa Tribune"/Media General Inc., com sua redação multimídia integrada reunindo todo o pessoal que produz para mídia impressa, televisão e Web. É o modelo mais próximo àquele que a CNN disse que vai implementar. Mudança cultural: tanto funcionários quanto executivos adotam a idéia de que não operam mais um "jornal" ou "estação de TV" etc.&lt;br /&gt;A empresa noticiosa moderna deve disseminar seu produto (notícias e informação) a muitas plataformas de mídia diferentes -com a impressa sendo apenas uma delas, e diversos dos outros formatos sendo digitais. Profissionais multiqualificados – multimidias - que atendam aos requisitos de nossos serviços de televisão, rádio e interativos. Não haverá mais coleta de notícias específica para televisão, rádio ou serviços online. Os correspondentes cuja especialidade é a televisão precisam saber como escrever para mídia interativa e como fornecer trilhas de áudio, quando solicitadas e sempre que necessário.O sonho dos anos 60 realizado&lt;br /&gt;"A mídia e as comunicações pela Internet são um "fluxo de consciência" jamesiano e joyciano, fluido e mercurial, e nossos jovens -dos brilhantes empresários da Web aos engenhosos hackers- ocupam um espaço mental radicalmente diferente do vale da morte da Europa pré e pós-guerra. A "aldeia global" de McLuhan aconteceu. Todos os dias a Web está realizando o sonho dos anos 60 -da percepção expandida ou da consciência cósmica." - Camille Paglia - (Uma visionária celebração do ciberespaço) - Tradução de Luis Roberto Mendes Gonçalves, in Caderno Mais, Folha de São Paulo, 23 de julho de 2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, estamos caminhando para o tempo em que a internet será a próxima mídia de massa.&lt;br /&gt;Na internet nada é eterno, nem este espço de artigo....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-6038293526377640750?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2009/10/novas-e-velhas-midias-introducao-uma.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-5180041335957375865</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 14:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-21T08:00:47.959-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>funcionalismo</category><title>Algumas anotações sobre o funcionalismo</title><description>&lt;strong&gt;Funcionalismo............Malinovisk&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Função x disfunção ....... A~B ......relação e estrutura de poder / interelação de poder.&lt;br /&gt;Ler: Política e Sociedade ....FHC / Texto 2, 3, 4 e introdução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARSONS&lt;br /&gt;·       O sistema não dá soma zero: teoria de sistema&lt;br /&gt;·       história é factual&lt;br /&gt;·       poder econômico x poder político&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência possui fundamento no exercício do poder. Ex. Estado ...sociedade. Relação de poder. Funções e disfunções ... princípio do funcionalismo....função manifesta e função latente.  Funcionalismo ...capacidade de transformar os insumos dentro da sociedade.&lt;br /&gt;Função.  Gerar um meio, relação entre A e B, onde A e B estão articulados em função de um objeto: ex: aprendizado.&lt;br /&gt;Funcionalismo... na sociedade política os indivíduos estão em relação.&lt;br /&gt;... o poder é função do modo: dominante e dominados travam suas relações.&lt;br /&gt;As relaçòes estão em função dapreservação da osciedade (a sociedade preserva a si mesmo).&lt;br /&gt;Crítica...essas relações na sociedade política tomam um aspecto multilinear, integrado, formando um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No funcionalismo A e B são interdependentes, pois sem B, A não detém o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrutura (estrutural-funcionalismo)... conjunto das relações (funções), modelo de comprensão e descrição da sociedade. Não explicação do real, mas sim imposição do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disfunção...desarticula todo o sistema = estrutura. Leva ao desequilibrio que imediatamente é reposto.  neste método de análise há a preocupação de não haver uma ruptura ou um desequilíbrio ainda que a instabilidade dos indivíduos seja grande. O que é imposto é a preservação do todo.&lt;br /&gt;Estrutura ... definer valores, normas e ascensões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-5180041335957375865?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2009/10/algumas-anotacoes-sobre-o-funcionalismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-3552202724935442475</guid><pubDate>Mon, 19 Oct 2009 14:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-19T07:16:31.840-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Algumas questões de filosofias</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>lições de filosofia</category><title>Algumas questões de filosofias</title><description>- O ser e o fazer e o pensar são possibilidades que o próprio homem desenvolve de uma maneira peculiar,e de tal modo,que é esta peculiaridade que lhe permite construir história,produzir objetos,transformar o mundo e a si mesmo constante e inesgotavelvemente. O ser,o fazer e o pensar são características fundamentais do existir humano. &lt;br /&gt;  1.O homem,desde os inícios da civilização estabeleceu uma relação primordial com a realidade que o cerca através de atividades que marcaram a busca da sobrevivência.  Assim como os demais animais,o homem(ao constituir-se como gênero animal)em estado primitivo natural procurou por todos os meios superar a contradição original e inevitável com a natureza que se apresentava resistente e hostil.&lt;br /&gt;Nesta ânsia de superação desenvolveu atividades que influenciaram sobre as modificações orgânicas,até chegar a estados de complicação anatômica e fisiológica,e principalmente cerebral,que proporcionaram estágios superiores.&lt;br /&gt;  Estas atividades a que chamamos de trabalho é que definem o homem porque é através delas que o próprio homem criou maneiras de sobreviver,transformando-se através da transformação da realidade.&lt;br /&gt;  O trabalho é,portanto,algo existencial,uma qualidade distintiva do ser humano que se destaca de todos os outros viventes animais.&lt;br /&gt;  Ao transformar a natureza,o homem não se adapta simplesmente a ela,torna-a algo próprio dele,inerte e ignorada para mudar-se em produto,em algo próprio do homem,enquanto resultado de sua ação. Neste sentido,o trabalho "humaniza" os corpos sobre os quais ele se exerce.Resulta disto o aumento do domínio da natureza pelo homem e o surgimento do que se chama"cultura".&lt;br /&gt;  Do ponto de vista filosófico o que importa acentuar é que à medida que o homem é forçado a conhecer a realidade natural,à medida que aprofunda o contato com o mundo físico pelo trabalho transformador,cria representações(de si mesmo e do mundo) e se constitui no ser que,ao unir subjetivamente as idéias,atribuindo-lhes finalidades,torna-se capaz de produzir um projeto.  O homem descobre a existência humana como algo temporal,isto é,envolvida pelo tempo. Esta descoberta não se dá pelo fato do homem falar sobre o tempo mas de experimentá-lo originalmente. Ele descobre-se com um ser que existe em situação,aqui e agora. Portanto,todas as questões que o homem se colocar daí em diante,questões como a verdade,a finitude(de onde vem o universo e para onde vai)que constituem a interrogação originária da reflexão filosófica,encontram oportunidade e desenvolvimento justamente na temporalidade como questão fundamental.&lt;br /&gt;  As transformações que o homem opera no tempo,como consequência de sua consciência de temporalidade constituem um processo a que ele chama História(1).&lt;br /&gt;  Quando falamos em História não estamos nos referindo apenas àquela narrada nos livros escolares. A História que estará sendo lida amanhã nestes livros que virão depois de nós,está sendo lida por nós nos jornais,ouvida no rádio,vista na televisão,feita e vivida por nós hoje,neste mundo que é nosso.&lt;br /&gt;  Quando falamos em consciência histórica,queremos nos referir à percepção que o homem tem do momento em que vive,relacionando-o com o passado que se coloca sob a figura da tradição,e com o futuro que se delineia como projeto. É no interior destas coordenadas que o homem se movimenta(2).&lt;br /&gt;  Assim,podemos falar de uma consciência da ação da história no sentido de:&lt;br /&gt;a) termos consciência de nossa imersão na história,sendo impossível uma operação que nos arranque da história para,de cima dela,sobre ela meditarmos;&lt;br /&gt;b)estarmos a cada momento respondendo aos desafios que ela nos acena de modo diverso e variado.&lt;br /&gt;  Há dois modos de responder às solicitações:&lt;br /&gt;  1.De modo ingênuo:quando não chegamos a perceber a verdadeira dimensão de nossa ação e de nossa possível participação. Estamos imersos no mundo sem nos darmos conta de nossa presença. Agimos sem saber porque e para que.  Agimos apenas pelo impulso de valores,conhecimentos,tradições e exemplos que recebemos do grupo no qual nos encontramos.Somos passivos diante da tradição histórica;não a incorporamos,transformamos,enriquecemos.&lt;br /&gt;  2.De modo consciente,quando então procuramos percebê-lo no sentido de questioná-lo,modificá-lo(o mundo).&lt;br /&gt;  Ao falarmos do homem, portanto,não podemos deixar de falar do mundo no qual ele está inserido,pois este o afeta diretamente,e é impossível referir-se ao mundo sem o homem,pois aquele tem marcas do processo de trabalho humano(3).&lt;br /&gt;  3. No sentido acima citado,a cultura é uma criação do homem resultante da complexidade crescente das operações que esse animal se mostrou e mostra ser capaz de realizar no trato com a natureza e da luta que se viu e se vê obrigado a desenvolver para manter-se em vida. Portanto,a cultura é correspondente ao processo de hominização e como tal não tem data de início(4).&lt;br /&gt;  A cultura é o resultado das respostas que o homem procurou e procura através de suas atividades aos desafios que a realidade apresenta.&lt;br /&gt;  4.Os desafios que o mundo nos lança denominamos problemas. O problema é o motivo primordial que impulsiona o indivíduo a abandonar a atitude de puro envolvimento e  assumir uma atitude crítica,na qual propõe-se a verificar aquilo que é dado. Frequentemente é quando as coisas se tornam problemáticas que vamos parar para analisá-las.(5).&lt;br /&gt;  A filosofia,as ciências,as religiões,a arte surgiram no contexto de buscas de interpretações e respostas efetivas do homem às situações problemáticas. E quais foram e são elas ? Problemas relativos à comunicação,a origem e ao fim do homem e do universo,o motivo do aqui-agora,o sentido de sua vida,da dor,da felicidade,da insegurança,etc. O homem desejou sempre encontrar formas de participação efetiva na produção de sua história individual e grupal. E isto tem sido uma tarefa constante do homem,a reflexão na busca das origens das contradições da realidade e nos caminhos de superação.&lt;br /&gt;  É neste sentido,da reflexão como tarefa,que podemos afirmar a filosofia como uma atividade pertencente a todos os homens e nåo apenas aos filósofos profissionais. Esta filosofia está presente no bom senso,no senso comum,nas formas e crenças religiosas,no modo de ver e agir das pessoas. É aí que germina a filosofia como reflexão sistemática.&lt;br /&gt;  A reflexão filosófica funda-se ainda na vivência entendida como o trânsito que fazemos pelas situações. É necessário estarmos ligados naquilo que nos envolve para existir vivência. Estamos sempre em situações ,mas nem sempre vivendo estas situações(6).&lt;br /&gt;  5. Neste sentido da vivência a filosofia vê o mundo como presença inexorável que se manifesta e impõe irrecusavelmente. Já vimos e analisamos que a implicação homem-mundo não é exterior,mas que a presença de cada um diante do outro é absolutamente necessária para que cada um identifique-se com aquilo que é. Para a filosofia o mundo é uma presença imediata e absoluta que não pode deixar de reconhecer e aceitar. E a filosofia não o assume como um grande desconhecido,incógnita misteriosa cujo conteúdo caberia desvendar. Ela assume e vivencia o que o mundo é e o que há no mundo. Ela assume o mundo de carne e osso...como a totalidade dos fatos e coisas em que estamos mergulhados e que abre diante de nós a partir dessa experiência imediata e como seu suporte e fundamento manifesto;realidade que nos contém,engloba e transcende e da qual o mundo humano é apenas aspecto.&lt;br /&gt;  O homem se dá a si próprio no mesmo movimento pelo qual apreende o mundo, E que o homem apreende é algo semelhante às visões que os outros homens têm do mundo:forma-se uma visão comum. E o que o homem comum conhece,a filosofia não desconhecerá. Assumindo o saber e o conhecimento da visão comum como tais,a filosofia se põe em busca de saber e conhecer sem dogmatismo. Ela efetua um reconhecimento.assume e reflete sobre conhecimentos que já lhe pertenceram. Ela é a aceitação reflexionante e crítica do que já se tinha e sabia. O ponto de partida é o primado absoluto do mundo sobre o saber,sobre o discurso comum. Ela assume o discurso,todo o discurso como evento do mundo,um aspeto do comportamento humano no mundo. Reconhece sua precaridade e contingência sua capacidade de acertar e errar,seu caráter de busca e não de posse da verdade.&lt;br /&gt;  Uma vez que o mundo reconhecido é o pressuposto do discurso filosófico,o referencial  imediato que o norteará e lhe dará sentido,então a filosofia pode se fazer porque dispõe de um fundamento firme. A partir daí procurará definir suas tarefas e fixar seus programas,formular seus problemas e propor suas superações porque o referencial permanente para a formulação de problemas e a proposição de respostas é o mundo reconhecido(7).&lt;br /&gt;  Neste sentido surge a proposta de filosofia como produto de uma atividade de reflexão consciente de sua inserção na história e capaz de explicitamente determinar-se em relação a ela. O filósofo não tem a consciência   feliz pela posse da verdade,nem infeliz pelas torturas do ceticismo,mas insatisfeita com o que tem problematizado e colocado em discussão estes seus conhecimentos.&lt;br /&gt; Ao caracterizar-se a filosofia como reflexão acerca da realidade,no sentido de explorá-la em seus problemas,tendo em vista sua significação a partir do senso comum,é necessário observar as características da reflexão e do discurso são:radicalidade,rigorosidade,globalidade.&lt;br /&gt;  A filosofia é uma intervenção radical na medida em que pretende ir às raízes dos problemas,no fundo deles,para que não lhes escapem elementos que são fundamentais na compreensão do real.  Ela busca superar as aparências do real.&lt;br /&gt;  A rigorosidade consiste em não contentar-se com uma percepção ingênua;submete informações do senso comum e as da própria ciência no crivo da razão filosófica que deseja compreendê-las. Rigor não é rigidez. É pensamento crítico,rompendo com o dogmatismo e com a passividade.&lt;br /&gt;   O pensar filosófico é um pensar em conjunto e a partir do todo. Insere-se o problema abordado numa perspectiva ampla,na sua história,isto é relaciona o fato com tudo o que rodeia e implica.&lt;br /&gt;  Com estas características,ou,apesar delas,a filosofia pretende inserir-se na vida das pessoas em geral porque é aí que ela tem sentido como pensamento que não se isola,ao contrário,coloca-se como um fazer coletivo.(8)&lt;br /&gt;  Ao caracterizarmos o pensar filosófico como algo que deve pertencer ao grupo social onde surge,perguntamo-nos como em que condições isto se deu pela primeira vez. A resposta indica-nos como caminho a consulta aos filósofos. Esta consulta nos leva à Grécia,gênese do pensamento filosófico e à necessidade de explicar o "milagre grego"(donde emerge a filosofia).&lt;br /&gt;  Há duas formas de abordá-lo:&lt;br /&gt;a) através de um inventário de influências de outros povos(babilônios,egípcios,etc.)sobre os gregos.  Esta explicação não atinge a originalidade interna da cultura grega.&lt;br /&gt;b) buscando a explicação interna à própria Grécia através da análise,ainda que rápida,de sua organização sócio-politico-econômico como resultado de seu modo de ser e de pensar o mundo e a si próprios(gregos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citações e Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1."A realidade compreende duas dimensões fundamentais,a natureza e a história. A natureza é o mundo criado pelo homem,ao passo que a história,cujo conteúdo é a cultura e o mundo criado pelo trabalho e pela luta do homem. Pelo trabalho,o homem converte a natureza em cultura,incorporando-a à história. A rigor portanto,a realidade na qual o homem se encontra é a história."&lt;br /&gt; - Filosofia Política e Liberdade - cap. Filosofia e Política,p.29 -Roland Corbisier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2."A consciência que temos a cada momento é resultado da ação da história mas ela pode assumir lucidamente esta ação."&lt;br /&gt; - História e Ideologia - p.26/27 -Ernildo Stein&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3."A implicação recíproca homem-mundo não é simplesmente exterior,acidental,fortuita,como o livro está na sala,etc...,uma simples justaposição no espaço. Trata-se de uma relação de inerência que afeta,na própria estrutura ontológica,os dois termos constitutivos da relação. Isto quer dizer que só há homem no mundo e só há mundo no homem e para o homem. O homem jamais esteve fora do mundo,no sentido de que tivesse se constituido como tal,longe e à revelia do mundo para inserir-se,em um segundo momento,depois de constituido como homem,em um mundo que lhe fosse estranho e exterior."&lt;br /&gt; - Notas para uma definição de cultura - Revista Civilização Brasileira n.º05/06 março de 1966 -p.240 - Roland Corbisier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4."A criação da cultura e a criação do homem são duas faces de um só e mesmo processo que passa do principalmente orgânico,em uma primeira fase,ao principalmente social,em uma segunda,sem contudo,em qualquer momento deixarem de estar presentes os dois aspectos e de se condicionarem reciprocamente."&lt;br /&gt; - Ciência e existência - p.22 - Álvaro Vieira Pinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5."A essência do problema,portanto,é a necessidade. Uma questão de si não caracteriza o problema,nem mesma aquela cuja resposta é desconhecida;mas uma questão cuja resposta se desconhece e se necessita conhecer,eis aí um problema. Algo que eu não sei não é um problema,mas quando ignoro alguma coisa que preciso saber eis-me então diante de um problema. Da mesma forma,um obstáculo que é necessário transpor,uma dificuldade que não pode ser dissipada,são situações..."&lt;br /&gt; - Filosofia da Educação - Demerval Saviani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6."Um exemplo citado por Bergson talvez auxilie a compreensão do que é vivência:uma pessoa pode estudar minuciosamente o mapa de Paris;observar minuciosamente os nomes das ruas e suas direções;os planos dos monumentos. Depois esta pessoa pode procurar para si uma visão de perspectiva de Paris,mediante uma série de fotografias,tomadas de múltiplos pontos. Pode chegar deste modo a ter uma idéia bastante clara,muito clara,pormenorizadamente de Paris. Ao contrário,vinte minutos de passeio por Paris são uma vivência.&lt;br /&gt;Entre vinte minutos de passeio a pé por uma rua de Paris e a mais vasta e minuciosa coleção de fotos,há um abismo,pois isto é uma representação,um conceito,enquanto aquilo é colocar-se perante o objeto,viver com ele,tê-lo realmente na própria vida."&lt;br /&gt; - Fundamentos da Filosofia -p.23/24 - Manuel Garcia Morente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7."O caminhar da filosofia tem agora parâmetros bem fixos que o balizam e é aí que poderão ser abordados problemas históricos e clássicos da filosofia,seja para orientar sua solução ,seja para desmascarar sua falsa problemáticidade...E se construirá assim o discurso crítico da filosofia cuja força e a grandeza está submissa ao mundo”.&lt;br /&gt; - A Filosofia e a visão comum do mundo.- p.132 - vários autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8."Este filosofar não significa apenas fazer individualmente descobertas originais,significa também,e sobretudo,difundir,colocar a disposição verdades já descobertas,socializá-las por assim dizer. O fato de fazer com que uma multidão de homens seja conduzida a pensar em união e coerência a realidade presente é bem mais importante do que a descoberta por parte de um "gênio filosófico"de uma nova verdade que permaneça como patrimônio de pequenos intelectuais".&lt;br /&gt; - Concepção dialética da História - Antonio Gramsci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-3552202724935442475?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2009/10/algumas-questoes-de-filosofias.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-4978765819944474752</guid><pubDate>Mon, 19 Oct 2009 14:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-19T07:13:30.140-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>mulher</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>homem</category><title>Um homem X para a mulher K</title><description>Por Gilberto da Silva&lt;br /&gt;Tenho uma amiga que procura um homem. Este homem não sou eu. Não que eu não queira minha amiga K. O que ela sente por mim é apenas admiração e afeição. Não é o desejo por uma bela tarde de amor em uma cama macia, ou uma noitada de sexo que irá acabar com esta afeição.O que K procura é um homem próximo do ideal. Veja bem, para K o homem procurado, desejado deve ter atributos quase que impossíveis de se encontrar num homem moderno, contemporâneo.K deseja um homem que satisfaça seus mais profundos anseios e necessidades. Que não reclame, que ame ir até o banheiro buscar sua toalha, pegar seus chinelos. Coisas simples de um cotidiano de amor e dedicação. K quer um “homem para chamar de seu”, que beijar muito, muito, muito. K quer um homem sem complexo de culpa, sem traumas, ela deseja ser verdadeiramente amada e não simplesmente desejada. A bela deseja ser amada por um homem dinâmico e educado, culto, compreensivo e dedicado. Um homem que saiba se impor sem ser machista, sem violência e com muita fidelidade.Minha bela amiga pode até conseguir outros homens. Uns mais dedicados que outros. Uns mais interessantes que outros. Noites de amor ligeiro, boa música e bares. Mas nenhum chegará próximo do homem X: o ser que ela procura.&lt;br /&gt;Deitada em sua rede, na sua casa de praia, K sonha com o Homem X acariciando seus pés enquanto a brisa marinha suavemente refresca seus cabelos.K quer tudo que uma mulher deseja? Não tenho certeza, mas a bela amiga quer fogo, paixão, tesão, emoção e a força do homem preenchendo seu enorme vazio carencial.Não se desespere pequena K, uma hora qualquer sua boca será beijada por um Homem X. Um Homem X que procura uma mulher K. Os amores surgem para preencherem os vazios de nossas almas.  K, a força de seu delicado corpo e a inteligência que lhe é peculiar proporciona e abre o caminho para a chegada do Homem X.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Dedico este pequeno texto às mulheres que, ansiosas por amar, procuram (numa busca quase sempre inútil) o homem ideal, o homem perfeito para chamar de seu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-4978765819944474752?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2009/10/um-homem-x-para-mulher-k.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-3693492050475975725</guid><pubDate>Tue, 03 Mar 2009 12:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-03T04:24:32.037-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>prostituição na terceira idade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Veteranas de Guerra</category><title>Veteranas de Guerra</title><description>Veteranas de Guerra&lt;br /&gt;Gilberto da Silva&lt;br /&gt;publicado em 03/03/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me dos tempos da militância política... Havia uma mulher beirando seus 50 anos. Frequentava eventualmente, assim como suas filhas, nossas reuniões políticas e nossas festas. Bela em sua simplicidade, sorria sempre e exalava simpatia. Tinha um caso com um amigo nosso, também militante, boêmio, daqueles operários que não deixavam nada sem experimentar...&lt;br /&gt;A bela mulher, morena, de corpo bonito, tinha duas filhas e se não estou enganado, não tinha marido. Falta-me mais memória no momento. &lt;br /&gt;Certo dia, ao realizar meu trajeto para meu local de trabalho, a tradicional USP - Universidade de São Paulo, onde humildemente prestava meus serviços como técnico de laboratório, encontrei a morena circulando alegremente pela Avenida Waldemar Ferreira em busca de clientes. O local era é é tradicionalmente conhecido por ser uma zona livre de prostituição de mulheres e travestis.&lt;br /&gt;Passado o choque inicial procurei conversar posteriormente com algumas "coroas" que prestavam tal serviço. Todas alegavam que prestavam tal serviço com mais carinho dos que as mais jovens. Mais amor, menos dinheiro.... Prostitutas muito, mais muito mesmo, maiores de idade! Maldito é o dinheiro que você não ganha, poderia protestar uma vovó liberada!&lt;br /&gt;Precisei ir enfrente na busca de uma resposta que poderia explicar como uma avó de algum amigo meu pudesse prestar serviços sexuais em avenidas e praças da cidade. Naquela época ainda não havia os celulares, nem a internet, mas já encontrávamos alguns anúncios de "coroas liberadas" em jornais mais populares. &lt;br /&gt;Um dia encontrei a morena na vila em que morava. Com vontade de passar a história a limpo, criei coragem e a convidei para tomar uma cerveja num boteco da esquina. Entre um gole e outro pedi que a "coroa" explicasse como conciliava esta vida. Ela então soltou o verbo e eu a verba da cerveja (apenas). Alegou que com o dinheiro que ganhava na prostituição conseguia dar comida e educação as suas duas filhas (que foram todas bem criadas, casaram e deram muitos netos para a morena). Puta não precisava ter cara de puta. E ela considerava um dinheiro digno, não roubava e não matava para ganhar seu pão. Ia prá rua pra não faltar o pão na mesa de suas filhas.&lt;br /&gt;Criado na boa educação e forjado nas idéias feministas da esquerda (lições que mal aprendi) relutava em aceitar tais argumentos. Para mim era pura semvergonhice. Não entendia que rugas podia combinar com tesão. Mas entendia que na mesa de filhos não podia faltar pão...&lt;br /&gt;Sei até hoje que a prostituição provoca debates calorosos (risos) mais calorosos ainda se for acima de 40...  na busca de dinheiro ou na fuga da solidão muitas amigas da morena também já tinham passado dos 40 e não faltavam clientes. Passado tanto tempo, não sei que fim a velha puta levou.&lt;br /&gt;Hoje ao lembrar deste fato corri na internet e li um anúncio interessante em um sitio portugues: "Duas amigas (c/39 e 40 anos, com apartamento privado, na zona de Sintra.&lt;br /&gt;Oferecem seu convivio intímo a casais (bi), Damas e Cavalheiros que procuram selectividade, onde tudo acontece, com a devida segurança. Damos máxima descrição e sigilio. Chamadas anônimas não atendemos. Lembrança a combinar."   Morri de rir na primeira leitura. Depois do riso passei a refletir. Comemoramos no próximo 8 de março o Dia Internacional da Mulher. Temos muito pra comemorar?????&lt;br /&gt;Corri então atrás de uma curta chamado 69 - Praça da Luz documentário da dupla Carolina Markowicz, Joana Galvão que aaborda a história de prostitutas com idade avançada que ganham a vida na Praça da Luz, em São Paulo.  Quem não tem preconceito e nem puritanismo, pode ver um trecho em http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=5676&amp;Exib=5937&lt;br /&gt;No fundo todas tem história de abandono, de abuso sexual na infância, padrasto, madrasta, casamentos arruinados.... Você, leitor, deve conhecer inúmeras situações assim. Então, melhor refletir, antes de acusar.&lt;br /&gt;Bordão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Allan e Bárbara Pease em Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor: uma visão cientifica (e bem humorada) de nossas diferenças. Rio de Janeiro: Sextante, 2000: “O homem possui um fascínio maior pelo sexo, separando o sentimento amor da atividade sexual. É natural do homem tal atitude já que na natureza, e também para a sociedade, o homem é apenas um reprodutor”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-3693492050475975725?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2009/03/veteranas-de-guerra.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-4028013991173720184</guid><pubDate>Wed, 04 Feb 2009 02:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-03T18:25:45.365-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Notícias de uma separação</category><title>Notícias de uma separação</title><description>Gilberto da Silva&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;publicado em 03/02/2009&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato lia tudo que podia e que porventura caisse em suas mãos. Ouvia tudo, estava ligado, antenado nas notícias. Assim era. Assim foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belo dia de Sol e lá estava Renato ouvindo coisas absurdas nos canais de televisão. Meditava. Desconfiava. Ansiava. Tinha em sua vida visto muitas coisas que não gostaria de ter visto. Nem ouvido.... Pensava que as vezes tudo não passava de um processo ilusionário, fantasioso. Tentava abstrair-se, fingir-se de mudo, morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certas noites os pernilongos e ruídos dos televisores vizinhos não permitiam chegar a um sono reanimador. O corpo cansado. A insônia. Tinha sonhos com atropelamentos, desastres, assassinatos.  Pensava estar perdido em becos escuros e sujos. Suas atitudes já não convenciam ninguém e nem se convencia com as atitudes alheias. Talvez uma análise, um psicodrama. Um médico de cabeça. Terapias alternativas, mas o máximo que conseguia era encher a cara de cerveja no Bar do Mané da esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava nas cartas que havia enviado a Renata. "Ah! talvez ela já as tenha jogado fora!" pensava. Sempre imaginou ser a vítima, o culpado: das catástrofes, dos ciúmes, das mentiras e do fracasso. Nunca acretidou que o culpado fosse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparou certa noite um dossiê com todos os acontecimentos ocorridos em sua vida conjugal e pensou que nunca haveria um dia em que pudesse gritar: sou feliz! Uma coisa era certa: ele estava aflito. Pode ser que com o tempo ele passaria a encarar tudo com naturalidade, mas hoje isto era impossível. Não acreditava em mais nenhum gesto que o reparasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou sem falar com Renata durante muito tempo. Não continha a raiva de saber que ela estava em outro lugar, em festas e bares até altas horas da madrugada. Ela comprava roupas e mais roupas. Queria estar bela, chamar a atenção. E Renato, com seus ciúmes, não acreditava que ela queria seus beijos e abraços. Pensava; "ela deve sonhar com outros personagens que não eu...". Renata devia estar arrependida da relação e ele não conseguia acreditar nesta verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato, nos seus raros momentos de lucidez, elaborava reformas em sua casa  e em seu comportamento. Mas era necessário uma revolução. Mas que Revolução? Se tudo já não fazia mais sentido em sua alma...  Eram dias difíceis para Renato que nem conseguia mais trabalhar direito. Estava péssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia Renato não foi trabalhar e ficou em casa ouvindo e vendo as notícias espetaculares da Televisão. Viu o adolescente apaixonado invadir a casa de sua ex-namorada e torná-la refém, prisioneira do seu amor e ódio.  Zapeava em todos os canais para ver a cobertura enquanto sua cabeça elaborava seu plano. O seu próprio plano de Revolução!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria também a sua vingança. A sua sentença. O seu mandamento final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Munido com estes pensamentos e crente da sua revolução gloriosa, Renato desceu as escadas que davam ao andar térreo, abriu a porta da sua casa e saiu dando direto ao passeio da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bordão &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vida é rir, chorar e viver intensamente." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oscar Niemeyer em  Veja - 11 de abril de 2001  - pag. 66&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Resistiré&lt;br /&gt;(M. de la Calva - C. Toro) cantada por La Calva y Toro (duo dinamico )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando pierda todas las partidas&lt;br /&gt;Cuando duerma con la soledad&lt;br /&gt;Cuando se me cierren las salidas&lt;br /&gt;Y la noche no me deje en paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando sienta miedo del silencio&lt;br /&gt;Cuando cueste mantenerse en pie&lt;br /&gt;Cuando se revelen los recuerdos&lt;br /&gt;Y me pongan contra la pared&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resistiré erguido frente a todo&lt;br /&gt;Me volveré de hierro para endurecer la piel&lt;br /&gt;Y aunque los vientos de la vida soplen fuerte&lt;br /&gt;Soy como el junco que se dobla pero siempre&lt;br /&gt;Sigue en pie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resistiré&lt;br /&gt;para seguir viviendo&lt;br /&gt;Soportare los golpes&lt;br /&gt;Y jamás me rendiré&lt;br /&gt;Y aunque los sueños&lt;br /&gt;se me rompan en pedazos&lt;br /&gt;Resistiré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando el mundo pierda toda magia&lt;br /&gt;Cuando mi enemigo sea yo&lt;br /&gt;Cuando me apuñale la nostalgia&lt;br /&gt;Y no conozca ni mi voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando me amenace la locura&lt;br /&gt;Cuando mi moneda salga cruz&lt;br /&gt;Cuando el diablo pase la factura&lt;br /&gt;O sí alguna vez me faltas tú&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resistiré erguido frente a todo&lt;br /&gt;Me volveré de hierro para endurecer la piel&lt;br /&gt;Y aunque los vientos de la vida soplen fuerte&lt;br /&gt;Soy como el junco que se dobla pero siempre&lt;br /&gt;Sigue en pie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resistiré&lt;br /&gt;para seguir viviendo&lt;br /&gt;Soportare los golpes&lt;br /&gt;Y jamás me rendiré&lt;br /&gt;Y aunque los sueños&lt;br /&gt;se me rompan en pedazos&lt;br /&gt;Resistiré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música acima  está na parte final do filme Átame! (1989) de Pedro Almodóvar. Nessa seqüência Rick (Antonio Banderas) e Lola (Loles Leon) cantam a canção que escutam no rádio do carro em que Lola fora, junto com a irmã, resgatar o personagem de Banderas. Os dois cantam, enquanto Marina (Victoria Abril) se emociona.&lt;br /&gt;Ouça no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=SU_pPTIBFpU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.partes.com.br/colunistas/gilbertosilva/noticias.asp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-4028013991173720184?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2009/02/noticias-de-uma-separacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-6521511884122546959</guid><pubDate>Wed, 21 Jan 2009 15:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-21T07:21:55.898-08:00</atom:updated><title>As mulheres preferem olhar nos olhos dos homens</title><description>Certa vez li num jornal que o zoológo Günter Tembrock - na época ele tinha uns 76 anos - um estudioso do comportamento reprodutivo dos animais, que ao fazer sua escolha a fêmea dá preferência ao macho que lhe parecer superior aos demais, característica que poderá garantir o desenvolvimento de seus descendentes. Sendo assim, a fêmea tolera a poligamia de seus companheiros.... A Moral dupla teria assim sua sólida base biológica!????  &lt;br /&gt;Na antiguidade, segundo alguns evolucionistas, o sucesso da espécie humana foi o investimento na criação dos descendentes.  Portanto, em matéria de seletividade, a fêmea humana era inteligente (pois é: continua até hoje...) permitia apenas a aproximação daqueles que possuíssem bons genes e boa disposição e tato para ter cuidados com seus filhotes. Vai daí as dores de amores...&lt;br /&gt;Ele, o macho, concorria, testava, ela, a fêmea, negava e testava (parece moderno?).  Se ele ganhava a sorte grande, e isto ele sempre sonhava, se transformava no reprodutor. Mas desde aqueles tempos já existia dois tipos de homens: o "pai" (o que provia e cuidava) e o "borboleteador" (o que espalhava seus espermatozóides e vazava, caia fora...). Segundo esta teoria o tipo "pai", protótipo de reprodutor ficava com mais fraqueza para o adultério. O perigo da traição enraizou o ciúme masculino.  Sendo assim, o homem tende mais para o sexo oportunista, enquanto a fêmea tende ao sexo escolhido, afirmava na entrevistado o zoólogo Tempborck. Belo legado biológico!&lt;br /&gt;Diante destas especulações científicas, o ciúme feminino está mais vinculado ao fator emocional do que às escapadas do reprodutor. Era asssim no inicio da história da Humanidade é assim nos dias atuais! &lt;br /&gt;Os olhos masculinos estão voltados para as regiões médias e inferior das mulheres, as áreas mais quentes, mas sensuais, mais reprodutivas.... ( que o digam os turistas que procuram as "popozudas no Rio de Janeiro). A mulher prefere olhar o homem no rosto e daí com sua inteligência descobrir o DNA em oito segundos...  A mulher é rápida no gatilho!&lt;br /&gt;Apesar do "olho no olho" ser a preferência das fêmeas elas não se dão por contente com isto apenas. Para as fêmeas não basta olhar o parceiro, a excitação vem com o contato físico. Bem, os machos também são estimulados por sinais visuais que o digam os que preferem peitos redondos e grandes por parecem nádegas! &lt;br /&gt;Esses zoólogos!  Os homens parecem sempre não querer uma mulher mais toda a espécie feminina... O acoplamento total! &lt;br /&gt;Já as mulheres preferem uma minoria, dá mais atenção ao conteúdo do produto e não na quantidade, exceto é claro em se tratando de consumo no mundo das compras, onde o desejo de consumir estrapola qualquer olhar.&lt;br /&gt;Bem sendo assim, a mulher prefere olhar nos olhos dos homens e nas prateleiras das lojas e os homens tem lá outros fetiches....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-6521511884122546959?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2009/01/as-mulheres-preferem-olhar-nos-olhos.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-1310687254047464764</guid><pubDate>Wed, 21 Jan 2009 14:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-21T06:58:58.269-08:00</atom:updated><title>Visitando os amigos no inferno</title><description>De uns tempos para cá passei a visitar amigos, colegas e companheiros de longa jornada, depois de um certo tempo de distanciamento e isolamento devido à imersão ao mundo do trabalho, mudanças geográficas e nova constituição familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este início de visitação comecei a observar algumas coisas interessantes, algumas já tinham passado pela minha cabeça, mas não tinha parado para pensar nestas questões.&lt;br /&gt;A TV, a internet e todo o aparato tecnológico virtual afastou as pessoas do convívio, da prática do receber, da conversa olho no olho. Distantes, as pessoas entram em imersão acelerada, sem rumo, direto ao isolamento do corpo, enquanto sua alma vagueia pelas ondas etéreas. Pessoas que perderam o hábito de receber pessoas, tal o grau de isolamento no seu lar e no umbigo da própria família.&lt;br /&gt;Bom, iniciei este processo de visitação crente que o inferno é aqui e que não está em outro lugar imaginário, em sonhos acordados. O paraíso é o lugar dos que sobrevivem a este inferno. E para chegar a este paraíso, talvez bastará uma boa dose de tolerância, honestidade e amor (em todos os sentido da palavra /amor/).&lt;br /&gt;Diante destas observações passei a procurar e conversar com estes amigos. Pode ser uma tentativa de ir pagando os pecados, fazendo meu caminho para o paraíso. Voltei a apreciar um bom cafezinho quente servido em bandejas de todos os tipos ou tomados numa mesa posta com gentileza. &lt;br /&gt;Quantos livros nas estantes revelando o perfil das pessoas!! Quantos CDs e DVDs ilustrando gostos, fantasias e paixões! Procuro não chegar na hora do almoço, pois tal atividade hoje é um incomodo para as mulheres e muitos homens nem se dignam a fritar um bife (ainda que meio ambientalistas eu não larguei o hábito de degustar um bom bife!). Por outro lado, as famílias pós-modernas preferem as cozinhas dos restaurantes, dos fast-food e dos bares. Cozinhar virou um transtorno...  Também prefiro não ficar para o jantar, antevejo uma pizza repleta de óleo brilhando na mesa dizendo: vai logo embora, cara....&lt;br /&gt;Procuro ser rápido, sinto que depois de alguns minutos os assuntos já se esgotaram, principalmente se sou convidado a assistir algum programa na televisão (neste caso, prefiro ver lixo em casa: lá eu reciclo da minha maneira)&lt;br /&gt;Lembro-me bem da minha infância e os meus pais recebendo visitas sempre com um bule chamegando café "fresquinho" e uns bolinhos de fubá na mesa...&lt;br /&gt;Quando questionado porque minha esposa não está na visita, digo que meu casamento não é siamês e que meus amigos não são necessariamente amigos da minha esposa e vice-versa. Digo isto de forma serena, tento ser delicado para não melindrar as esposas preocupadas com a visita de um amigo "solteiro".  e não há submissão nisto: "a submissão é hipócrita" versa o biólogo Maturana.&lt;br /&gt;E por falar nestas questões, deixarei para visitar minhas amigas em outra ocasião, dado a complexidade que é visitar mulheres. As casadas serão mais complicadas: como explicar aos maridos que a visita é apenas um amigo? Sempre ficará um questionamento na cabeça do sujeito. "Será que este cara já saiu com minha mulher? Está saindo? Pretende sair?"&lt;br /&gt;Quando começarei a visitar amigas solteiras?  Bem isto é mais complicado.... e outra história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-1310687254047464764?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2009/01/visitando-os-amigos-no-inferno.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-3820613743530300922</guid><pubDate>Sun, 28 Dec 2008 01:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T17:54:42.793-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Vou abrir um Instituto</category><title>Vou abrir um Instituto!</title><description>Parece modismo, mas é! A onda atual é abrir Instituto para tudo. Os jogadores de futebol abrem institutos. O ex-presidente da República FHC montou o seu - e um incêndio quase destruiu tudo. A prefeita Marta está montando o dela. Todo mundo monta. Parece cavalo.&lt;br /&gt;Existe instituto para todos os gostos, para todas as classes. Eu acho (me falaram, creio que é mentira etc) que o Carlos Lessa ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai criar um Instituto para deixar claro que discorda da linha política do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (Que assim que sair do BC vai abrir um Instituto sobre mercado financeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso querido presidente Lula, que segundo Lessa está sendo enganado pela elite nacional e internacional, já tem um Instituto, mas já falam que assim que ele deixar a presidência, vai criar outro para dar visibilidade para as suas políticas públicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sindicatos montam Instituto, as centrais sindicais montam Instituto. Os empresários para defenderem seus interesses criam os seus maravilhosos INSTITUTOS. Os aposentados criaram o seu e dependem financeiramente de um que nem sempre funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As universidades públicas para ganhar um dinheirinho fundam institutos. Outros e outras para lavar um dinheirinho, bem legalzinho montam perfeitos institutos! Não são todos farinhas do mesmo saco. Há Institutos sérios e honrados que fazem um ótimo trabalho e merecem aplausos e muito apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser hipermoderno, ser participativo, estar antenado com as revoluções hipermodernas globalizadas é preciso ter Instituto. Um hiperinstituto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber se vai chover ou ter sol procuro um Instituto. O órgão que está enchendo o saco dos desenvolvimentistas brasileiros é um Instituto. Vamos fazer o seguinte, para destravar as licenças ambientais, iremos tirar a palavra Instituto do Ibama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos Instituto para tudo e para todos. Creio que é a coisa mais democrática do mundo. Em breve teremos o Instituto do Instituto.&lt;br /&gt;Portanto, vou montar o meu. Vou deixar um pronto, estruturado, para quando eu morrer eu não tenha que passar carão no caixão. Imagine a carpideira: "coitado! Ele queria tanto ter fundado um Instituto!" Eu, em vida e em carne e osso, assumirei os riscos da criação do meu Instituto. Um a mais não fará diferença...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em:&lt;br /&gt;http://www.partes.com.br/ed53/colunagilberto.asp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-3820613743530300922?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/vou-abrir-um-instituto.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-589466405837888222</guid><pubDate>Sun, 28 Dec 2008 01:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T17:32:31.785-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Nos tempos de Bundas</category><title>Nos tempos de Bundas</title><description>&lt;a href="http://www.partes.com.br/ed28/bundascapa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 160px;" src="http://www.partes.com.br/ed28/bundascapa.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades de Bundas. Da Bundas que veio (vieram) e das Bundas que foi (foram). A Bundas era de bom tamanho, ideal para ótimas risadas e gargalhadas, nem muito grande, nem muito pequena, uma Bundas de palmos medidas.&lt;br /&gt;A revista hebdomadária teve vida curta, mas foi suficiente para encher nossos olhos de boas bundas e caras de bundas por todo o país.&lt;br /&gt;Tinha Ziraldo, Jaguar, Millor, Veríssimo, Chico e Paulo Caruso, Miguel Paiva, Angeli, Jô Soares, Aroeira e tantos outros mestres na arte de Bundar com alegria. Bundar com satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Bundas caiu, digamos saiu das bancas muito rápido, deixando seus leitores inconsoláveis. Se o Pasquim já foi e já voltou, quem sabe um dia a Bundas volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-589466405837888222?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/nos-tempos-de-bundas.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-4097454158954225433</guid><pubDate>Sun, 28 Dec 2008 01:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T17:04:55.097-08:00</atom:updated><title>Conduta ética num mundo corrompido</title><description>“Para que haja conduta ética é preciso que exista o agente consciente, isto é, aquele que conhece a diferença entre o bem e o mal, certo e errado, permitido e proibido, virtude e vício”,  Marilena Chauí, em “Convite à Filosofia”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia mais vemos nossos sonhos e nossos heróis morrendo de overdose. Já no alvorecer do novo milênio, apesar dos discursos de mudança dos que pregam o advento de novos paradigmas e da revisão dos conceitos. Os desafios para a mudança de paradigmas e da construção da sociedade do conhecimento parecem parar diante da não inclusão das pessoas, do fim da cidadania e da afirmação do homem mercadoria, do homem consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A massa de aflitos, a massa de despossuídos sucumbem diante da permanência do não ético, da corrupção. &lt;br /&gt;A luta por uma sociedade igualitária parece não encontrar eco nas pessoas. O que vemos é o aprofundamento da crise ecológica, da opressão da mulher, o aumento do racismo e de toda forma de preconceito.&lt;br /&gt;Mudanças no comportamento são solidificadas a passo de tartaruga, enquanto assistimos o velho filme da falta de educação, do aumento da pobreza. Tempo de incerteza e caos. Como sobreviver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em:&lt;br /&gt;http://www.partes.com.br/ed20/educacao.asp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-4097454158954225433?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/conduta-tica-num-mundo-corrompido.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-4501412135160063689</guid><pubDate>Sun, 28 Dec 2008 00:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T16:57:40.459-08:00</atom:updated><title>Os Cafajestes</title><description>&lt;a href="http://www.partes.com.br/ed20/cafajestes5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 700px; height: 581px;" src="http://www.partes.com.br/ed20/cafajestes5.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os Cafajestes é um clássico do chamado Cinema Novo e foi lançado em 1962. O filme dirigido por Ruy Guerra foi marcado pelo impacto do seu tema, considerado ambicioso para a época: a devassidão de dois marginais cariocas. Numa época que a censura falava alto, Ruy Guerra teve seu filme mutilado. Glauber Rocha assim definiu o filme do diretor moçambicano radicado no Brasil: "Os Cafajestes possuía certa transcedência: densidade existencial, clima de determinado universo fechado numa mise-en-scène agressivamente pessoal, apesar de todas as influências facilmente identificáveis, principalmente de Resnais e Antonioni...é histórico: a formalização...não resistindo à evolução do cineasta em busca da unificação cultural logicamente estilísítica. Insolente, corajoso, anárquico e talvez moralizante. Um cinema em bossa nova". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Cafajestes foi o filme de estréia de Ruy Guerra, que ficou famoso depois filmando, entre outros, Os Fuzis (que foi premiado no Festival de Berlin), Erêndira e A Ópera do Malandro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme procura realizar uma crônica dos costumes da alta burguesia carioca, numa linguagem descontraída, explorando a sordidez do submundo do vício, do cotidiano de Copacabana. Foi um filme repudiado tanto pelo governo, como pela Igreja. Era tratado como uma mercadoria pornográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito mutilado pelo seu produtor, Jece Valadão, que as executou sem autorização de Ruy Guerra. &lt;br /&gt;Dois cafajeste, um pobre e outro rico. Jece Valadão ( que trabalho em mais de 50 filmes e produziu mais de 10) interpreta Jandir, o vigarista pobre, sujeito a todo tipo de frustração. Daniel Filho( sim, ele o conhecido diretor global), interpreta Vavá, filhinho de papai, que não se conforma em ficar sem dinheiro. Vavá arma uma grande chantagem e a vítima será seu tio, que é o maior depositante do banco de seu pai. A vítima a princípio seria a amante Leda (Norma Bengel), mas alertada por ela de que poderia tirar fotos nua que o tio de Vavá não ligaria, partem para cima de Vilma (Lucy de Carvalho), filha do milionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nas praias de Cabo Frio, no entardecer, que o cenário da patifaria se arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norma Bengell (ao lado), saída do teatro de revista, protagonizou o primeiro nu frontal do cinema brasileiro. A cena de quase quatro minutos em que a atriz fica nua pela areias e brinca com as ondas do mar causou polêmica. Norma fez depois mais de 70 filmes e dirigiu outros tantos. Sua atuação marcou época e presença na luta contra a discriminação da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Cafajestes pode hoje parecer ultrapassado, mas foi um filme que ajudou a mostrar que o cinema brasileiro tinha e tem qualidades. Era bem feito, um produto bem acabado e um cinema verdadeiramente brasileiro. &lt;br /&gt;Ainda hoje vale a pena dar uma corridinha na locadora e conferir porque até hoje é um filme inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-4501412135160063689?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/os-cafajestes.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-2976564193118250420</guid><pubDate>Sat, 27 Dec 2008 23:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T15:54:59.028-08:00</atom:updated><title>Hora de refazermos</title><description>Por Gilberto Silva &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Os filósofos se limitaram a interpretar o mundo de várias maneiras; a questão é transformá-lo” - Marx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destroçados pela avassaladora avalanche de informações, contra-informações e completamente recheados com vivas à nova ordem mundial dita bela e uma, nós -pobres mortais, nascidos em um país de natureza colonial e de herança escravista, nos entregamos (melhor seria: entregaram-nos) de corpo e alma às ditas maravilhas do neoliberalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos proibidos de pensar a utopia socialista. O capital patenteou nossas vidas. Não só manda na ordem econômica, como nos domina por inteiro penetrando em nossas almas e fazendo nossa consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criaram o paradigma da modernidade, onde tudo que é passado é velho, retrógrado e careta. As novas lutas não podem ascender mudanças na estrutura do poder, das relações de produção. As lutas podem existir desde que fiquem restritas a seu segmento (gênero, raça, etc e tal...). Tudo pode, desde que não avance para além do espaço doméstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de uma oportunidade para refazermo-nos. Recriar nossa vontade de mudança, nosso espírito de transformação que seja síntese do ecológico, feminista, do anti-racista, que desencarne as diferenças, as opressões e as exclusões do “globalitarismo”. A queda do “socialismo real” finalizou uma luta econômica, na qual os Estados Unidos da América aparecem como os vencedores e com ela a falsa declaração do fim das ideologias e com a expansão do modelo neoliberal, que trouxe desemprego e promove uma acumulação e movimentação de capital jamais visto na história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presos ao luxo e aos restos dos lixos da modernidade do capital, presos ao poder da ideologia dominante (e aí daquela voz contrária!), esmagadora, com seu arsenal político-cultural sempre à disposição para a defesa da sua ordem. O mercado é o espetáculo e a imagem da vitória de uma única via, a única que nos apregoam como verdadeira e democrática. Seremos ainda cidadão? Mas, se não somos, podemos ficar tranqüilos já há a “empresa-cidadã”. Seremos cidadão-empresa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por quanto tempo ainda aqueles que estão acordados vão fazer de conta que estão dormindo?”, questionou apropriadamente Viviane Forrester em O Horror Econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos humilhados por sermos utópicos, por acreditar na mudança, ridicularizados ao extremo e posto de lado na sociedade. Devemos renunciar aos nossos princípios e resignadamente aceitar os novos paradigmas que nos impõem? Há espaço neste mundo globalizado para soluções regionais no campo econômico?  Os que não são da fé globalizada estão realmente cegos? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Publicado em:&lt;br /&gt;http://www.partes.com.br/ed13/reflexao.asp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-2976564193118250420?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/hora-de-refazermos.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-3122080660430774646</guid><pubDate>Sat, 27 Dec 2008 23:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T15:47:04.724-08:00</atom:updated><title>Coisas do amor, do sexo, da vida (2)</title><description>Amarás o próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilberto da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ainda poderosa a máxima bíblica "amarás ao próximo como a ti mesmo" posto que vivemos numa sociedade em que o egoísmo é muito forte. A competição, a busca pelo Belo (corpo perfeito, plásticas, dietas etc) e o impulso de destruição são condições de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O egoísmo é uma forma de amor. O amor-próprio é considerado uma virtude para alguns e um vício para outros. Amar aos outros deve ser feito na mesma tonalidade que amar a si mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor a outro é uma forma de amar de redenção. "Assim me falou um dia o diabo:'Também Deus tem seu inferno: é o amor pelo homem'. E mais recentemente eu o ouvi dizer esta palavra:'Deus está morto; de sua compaixão pelo homem Deus morreu'." - Assim Falou Zaratustra, segunda parte. Nietzsche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzche num poema escreve: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ama-se somente aos sofredores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só se dá amor aos que têm fome:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;presenteia antes a ti próprio, ó Zaratustra!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável -não sou um estudioso e sim um bem superficial conhecedor da filosofia deste filósofo alemão, que ele queria reforçar a contradição entre o amor dos outros e o amor por si próprio. Esta interpretação deve estar inclusive na obra do Erich Fromm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor visto como amar ao próximo é citando Jostein Gaader, sentir a devoção e a dedicação completa pelo outro. Creio não existir o amor pedaço, o amor que se dá aos poucos. Ou é amor ou não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um fazimento, é um tornar-se amante, mas também devemos tornar-se um amante de nós mesmo. Devemos amar nosso eu para amar o outro, na mesma sintonia, na mesma diapasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilberto da Silva, jornalista e sociólogo é editor de Partes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado em:&lt;br /&gt;http://www.partes.com.br/comportamento07.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-3122080660430774646?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/coisas-do-amor-do-sexo-da-vida-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-166045319451881762</guid><pubDate>Sat, 27 Dec 2008 23:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T15:40:51.600-08:00</atom:updated><title>De que riem os democratas?</title><description>Gilberto da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto é uma retomada de uma reflexão feita há dez anos, em muitos aspectos tudo permanece igual. Exceto meus cabelos - que sobraram - brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As barreiras físicas - ideológicas caíram com o ruir das pedras de Berlim. Com os restos dos cascalhos germânicos, iniciou-se a guerra ideológica dada desde o seu princípio como "ganha" pelos adeptos do neo-liberalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um direto de direita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "direita" ri e exclama. O marxismo ruiu! Mais que depressa açodados pelos ventos do Leste europeu, determinam o fim da História. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os intelectuais a serviço dessa ideologia - se bem que com raras exceções eles concordem em se denominar pensador de direita, proclamam os vários fins: "o fim da luta de classes; o fim das tiranias: o capitalismo venceu!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está aberta a temporada de caça, marxistas de um lado, neo-liberais de outro (Claro, não esquecer os que não tem lado nenhum...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Picaretas em mãos: os muros desabam. Pedra sobre pedra. Um peso e um silêncio inquietante e intranqüilo. Não há mais meio termo: seja democrata e pronto! Até ai, tudo bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade tem muita gente que precisa de um direto de direita. Há gosto para tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vá ser gauche na vida!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da esquerda um debate logo se inicia, pensa-se em mudanças radicais, mudar os rumos, adaptar-se ao curso social democrata da história. Quantos não esboçaram um sorriso de felicidade ao ver o "Príncipe" tornar-se presidente? Os mais" radicais" esboçam reações: "Isto é uma ofensiva da burguesia, devemos resgatar o marxismo, recuperar a tradição crítica, humanista e revolucionária de Marx."  Os debates florescem, adeus… às armas e adeus aos sonhos. Temporada aberta para debates... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criam-se partidos com a finalidade de unir a esquerda, que dividida trabalhava para reunir as forças de oposição, que dividida não elabora uma tática - ou será estratégia? - para tomar o poder. Tomar o poder? Mas que expressão mais antiquada! - exclamam os adeptos do novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como uma onda no mar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A onda neo-liberal invade as praias brasileiras, encanto radical, perspectivas pós moderna. Instaura a "ansiosidade" do novo (tudo é novo, até o velho reveste-se de novo - percebem como o brasileiro, além do "jeitinho" adora o que é novo), preparam-se imagens-produtos de homens sérios e competentes (?) É impressionante elegemos um elemento que cheirava novo e exalava podridão. Novo e bonito e não feio, sujo, malvado. Afinal, já disse o Joãozinho Trinta: "pobre adora luxo, intelectual é que gosta de pobreza".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente parece que o "bom" é ser autoritário. O Brasil é a própria expressão dessa face: nem capitalista, nem democrata, um país com a vontade de ser grande, Primeiro Mundo. Estagna-se um sonho... Perpetua-se o regime da desigualdade e da miséria, quietos, mudos, impassíveis fingimos que somos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, espera aí, dirão muitos, isto é muito pessimismo: afinal um frango já pode ser repartido em muitas casas, a moeda está estável, caminhamos lentamente para a modernidade, condenamos violentamente a violência - só contra os políticos, por que nós povinho estamos sendo violentados todos os dias - , etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto essa massa amorfa ilude-se com dramalhões mexicanos, ou ficam pasmos ao se identificarem com "O dono do mundo" (como o texto é re-eleitura, de um re-eleitor, digo: Terra Nostra). Os ideólogos de plantão re-pensam os conceitos. Re-examinam tanto, tanto que esquecem de se examinarem a si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reinventando&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se em reinventar a política. Para quê. Por quê? Voltam as alternativas culturais: "preciso iniciar um processo pedagógico". Pedagógico para quê e quem? Fala-se em ética. Muito bem ética é fundamental. Mas que ética?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fazer política, hoje, passa por um questionamento do modo de vida, do corpo, do tempo, das relações pessoais, etc... Enquanto estes questionamentos não são feitos, cresce no cenário internacional o racismo e a beligerância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como lidar com categorias tais como revolução, luta de classes... (veja: Minorias e maiorias) Revolucionar o que? Para quem? Perguntas. Perguntas... acrescentem perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria sustentável a contraposição entre "modernos" e "ortodoxos"? Mas se o "socialismo morreu"? escafedeu e se o "neo" e "old" liberalismo só destrói utopias e esperanças, que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que motivo tem os totalitários para rirem, tentarem se reerguer? Força física para enfrentar a desigualdade? Há esperanças num mundo marcado pela falta de democracia, da liberdade e da VERDADE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, "se tudo que‚ sólido desmancha no ar", de que riem de os democratas? Miremos: Fujimori, massacres, violência, fome, drogas, golpes militares, eleições fraudulentas...... e uma lista interminável que cabe a você caro leitor completá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilberto da Silva, editor de Partes, é jornalista e sociólogo &lt;br /&gt;Publicado em:&lt;br /&gt;http://www.partes.com.br/reflexao03.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-166045319451881762?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/de-que-riem-os-democratas.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-8810233858601437176</guid><pubDate>Sat, 27 Dec 2008 23:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T15:38:16.024-08:00</atom:updated><title>O político e suas obras</title><description>Gilberto da Silva &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos algumas palavras a respeito dos políticos (alguns) e de suas milagrosas obras (se é que elas realizam milagres!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obra é construção, trabalho, produção. Mas no vocabulário político obra é visibilidade, matéria de publicidade quase que infinita, repleta de concreticidade (a do concreto), um out-door permanente. As obras dos políticos são geralmente dotadas de superfaturamento com estilos faraônicos e imponentes. Diríamos, em alguns casos, até que repletas de negociações paralelas: UM LEILÃO AMBULANTE. Quem dá mais? Leva! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras legitimam o dinheiro público.  Os políticos e seus gastos exorbitantes realizam a passagem espetacular do público para o privado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tome concreto, ferro, cimento... E tome propaganda, placas comemorativas. Viadutos, estradas, calçadas, obras inaugurais que nunca terminam. Haja cimento para tanta civilização! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior prazer do político obreiro é construir, reconstruir, reformar, derrubar, erguer, reerguer, mudar e transformar. É o político em construção. O político obreiro parece ser alicerçado pelas guias da corrupção, plantado e alimentado pelo sistema, que ele mesmo controla. Seremos felizes com tantas obras? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Washington Luis, ex-presidente do Brasil, o mesmo que (dizem) criou a frase "a questão social é caso de Polícia" elaborou uma obra prima do pensamento nacional: "governar é abrir estradas." Desde então nossos audazes políticos obreiros de plantão teimam em conduzir radicalmente essa máxima. "É cobrir águas", dirão alguns olhando para as águas lamacentas dos rios poluídos das cidades. A questão social - a obra social - não é obra? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política social é invisível, não permanente, requer manutenção a todo instante. Política social não ganha eleição. São obras de ficção as implantadas na saúde e educação, você lê, olha os projetos, pensa que é verdade, real, mas é pura obras dos sonhos. A invisibilidade não ganha governos, não produz líderes, impossibilita o domínio do poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras são urnas fixas, latentes, imponentes. Para o "político obreiro", as obras não são meios, são fins. Retrato fiel de um objetivo claro: dar aparência ao real. É como o homem que só se satisfaz na vida ao ter um filho, produto do seu ser, reprodução do seu EU. Mais Narciso impossível. Um político insinuava que o oceano era sua obra, se houvesse uma construção na lua seria possível reivindicar para si a autoria. Mas ele tentou ser esperto: inventou uma obra humana, um mal sucedido clone. A obra é do homem e o bicho não come.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O político -e suas obras, matreiramente refaz milagres, transforma água em vinho, despolui rios, transforma a natureza e os bolsos, os nossos e os dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao colocar as "mãos à obras" condenam à degradação a natureza  e os seres mortais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilberto da Silva, editor de Partes, é jornalista e sociólogo&lt;br /&gt;publicado em http://www.partes.com.br/reflexao02.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-8810233858601437176?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/o-poltico-e-suas-obras.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-3630090630274962775</guid><pubDate>Sat, 27 Dec 2008 23:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T15:23:21.053-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Visitando os amigos no inferno</category><title>Visitando os amigos no inferno</title><description>De uns tempos para cá passei a visitar amigos, colegas e companheiros de longa jornada, depois de um certo tempo de distanciamento e isolamento devido à imersão ao mundo do trabalho, mudanças geográficas e nova constituição familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este início de visitação comecei a observar algumas coisas interessantes, algumas já tinham passado pela minha cabeça, mas não tinha parado para pensar nestas questões.&lt;br /&gt;A TV, a internet e todo o aparato tecnológico virtual afastou as pessoas do convívio, da prática do receber, da conversa olho no olho. Distantes, as pessoas entram em imersão acelerada, sem rumo, direto ao isolamento do corpo, enquanto sua alma vagueia pelas ondas etéreas. Pessoas que perderam o hábito de receber pessoas, tal o grau de isolamento no seu lar e no umbigo da própria família.&lt;br /&gt;Bom, iniciei este processo de visitação crente que o inferno é aqui e que não está em outro lugar imaginário, em sonhos acordados. O paraíso é o lugar dos que sobrevivem a este inferno. E para chegar a este paraíso, talvez bastará uma boa dose de tolerância, honestidade e amor (em todos os sentido da palavra /amor/).&lt;br /&gt;Diante destas observações passei a procurar e conversar com estes amigos. Pode ser uma tentativa de ir pagando os pecados, fazendo meu caminho para o paraíso. Voltei a apreciar um bom cafezinho quente servido em bandejas de todos os tipos ou tomados numa mesa posta com gentileza. &lt;br /&gt;Quantos livros nas estantes revelando o perfil das pessoas!! Quantos CDs e DVDs ilustrando gostos, fantasias e paixões! Procuro não chegar na hora do almoço, pois tal atividade hoje é um incomodo para as mulheres e muitos homens nem se dignam a fritar um bife (ainda que meio ambientalistas eu não larguei o hábito de degustar um bom bife!). Por outro lado, as famílias pós-modernas preferem as cozinhas dos restaurantes, dos fast-food e dos bares. Cozinhar virou um transtorno...  Também prefiro não ficar para o jantar, antevejo uma pizza repleta de óleo brilhando na mesa dizendo: vai logo embora, cara....&lt;br /&gt;Procuro ser rápido, sinto que depois de alguns minutos os assuntos já se esgotaram, principalmente se sou convidado a assistir algum programa na televisão (neste caso, prefiro ver lixo em casa: lá eu reciclo da minha maneira)&lt;br /&gt;Lembro-me bem da minha infância e os meus pais recebendo visitas sempre com um bule chamegando café "fresquinho" e uns bolinhos de fubá na mesa...&lt;br /&gt;Quando questionado porque minha esposa não está na visita, digo que meu casamento não é siamês e que meus amigos não são necessariamente amigos da minha esposa e vice-versa. Digo isto de forma serena, tento ser delicado para não melindrar as esposas preocupadas com a visita de um amigo "solteiro".  e não há submissão nisto: "a submissão é hipócrita" versa o biólogo Maturana.&lt;br /&gt;E por falar nestas questões, deixarei para visitar minhas amigas em outra ocasião, dado a complexidade que é visitar mulheres. As casadas serão mais complicadas: como explicar aos maridos que a visita é apenas um amigo? Sempre ficará um questionamento na cabeça do sujeito. "Será que este cara já saiu com minha mulher? Está saindo? Pretende sair?"&lt;br /&gt;Quando começarei a visitar amigas solteiras?  Bem isto é mais complicado.... e outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado em 15/12/2008 - www.partes.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-3630090630274962775?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/visitando-os-amigos-no-inferno.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-4434262686763931452</guid><pubDate>Sat, 27 Dec 2008 23:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T15:22:10.106-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sexo e mercadoria</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>consumo</category><title>Sexo Mercadoria</title><description>&lt;em&gt;Todos querem uma sociedade justa (pelo menos os mais ajuizados...) Num instante histórico em que a individualidade é a forma mais nefasta presente na sociedade, não vejo motivos para mudanças tão breve. Mas minha fé utópica permanece.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezam os sujeitos pelos gozos imediatos. Prezam os sujeitos pela satisfação total, mas esquecem de combinar com suas respectivas parceiras. No mundo da mercadoria, sexo é embalado à vácuo. Sexo é mercadoria: e alguns sujeitos levam isto tão à sério que arrumam mil artimanhas para ganhar dinheiro com este produto. Bom ou ruim, não é esta a questão, o problema é quando chega ao estágio doentio da mercadoria.&lt;br /&gt;Na sociedade pós-moderna (e aqui compactuo com as premissas de Fredric Jameson), o corpo magro e esguio é o modelo de venda tanto para mulheres como para os homens. A imagem do corpo perfeito é moldada pelos meios de comunicação. Uma imagem tecida lentamente e que penetra em nossas almas tão sorrateiramente a ponto de não percebermos seus efeitos imediatos.&lt;br /&gt;Diante da vontade das massas, vomitai, emagrecei.... Tente você viver sem essas cobranças...&lt;br /&gt;A sociedade pós-moderna acredita que uma pessoa sexualmente satisfeita é uma pessoa feliz. Daí a frustração. O sexo é maravilhoso (muito bom) e devemos muito praticá-lo, mas não é a totalidade. Um dos tópicos centrais da fantasia narcísica de felicidade é a realização imediata do desejo.&lt;br /&gt;Outra frustração: o tesão pelo dinheiro, pelo consumo imediato. A felicidade reside neste espaço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado em 14/08/2007 - www.partes.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-4434262686763931452?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/sexo-mercadoria.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-8212937482563153044</guid><pubDate>Sat, 27 Dec 2008 23:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T15:19:26.736-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>violência do cotidiano</category><title>Blindagens do real</title><description>&lt;em&gt;Chega de blindagens do real. O ser blindado perdeu sua identidade e suas referências. Não há ação social efetiva com seres desvinculados de um cotidiano violento e inseguro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro movimento de fuga -sob o manto da "proteção" -foi o realizado pelas elites, já na década de 1980 e mais acentuadamente na década de 1990, deslocando-se para os chamados bairros "alfaviles" e seus similares. Preocupados com a violência, os assaltos e a insegurança pública, esta parcela da sociedade preferiu encastelar-se em suas mansões protegidas por seguranças, cercas elétricas, câmaras etc. Pensaram que a arquitetura do isolamento acabaria com seus problemas. Ledo engano.&lt;br /&gt;A pobreza e a exclusão permaneceram. Pior, em muitos lugares mesmo com todo este aparato de segurança, os casos de assaltos, arrombamentos e invasões de condomínios persistiram. A arquitetura cedeu seu lugar para uma espécie de antropofagia urbana, onde os mais fortes vão comendo os mais fracos.&lt;br /&gt;Outro movimento foi - e está sendo realizado em escala acentuada - o da blindagem dos automóveis isolando os indivíduos, tornando-os um estranho no meio da urbe. Reclusos numa atmosfera de ar condicionado, luxo desigual, blindagem dos vidros, alarmes e seguranças: tudo como uma imagem virtual.&lt;br /&gt;De nada adiantou... de que adianta?&lt;br /&gt;Enquanto estes senhores e blindam e levam seus filhotes de cachorros para "pets" e lá deixam cerca de R$ 1.000,00 por mês para manter este mimo. Nada contra tratar bem os animais domesticados. Lá fora, as crianças pedem o mínimo...  Quanto custa uma doação para uma instituição séria que contribui para melhorar a qualidade de vida destas pessoas, dando-lhes cidadania e dignidade?&lt;br /&gt;Lá na ponta, na periferia, muitas associações precisam e pedem ajuda para se manter e tentar tirar da exclusão centenas de crianças e adolescentes da marginalidade. Uma luta dura, séria e geralmente sem recursos. Quanto custa uma criança na escola? Quanto custa tirá-la da marginalidade? Uma ação aqui outra ali, mas é muito pouco.&lt;br /&gt;A elite prefere dizer que isto é problema do Estado... Prefere remeter ao sistema corrompido as mazelas da sociedade.&lt;br /&gt;O Estado já sabemos o que não faz... &lt;br /&gt;Enquanto isto vejo na TV que um trabalhador no Piauí, recebe R$ 5 reais por dia (R$ 200,00 por mês) para derrubar folhas de carnaúba e alimentar um rico negócio lá na outra ponta da escala de produção. Trabalho duro efetuado das 5 horas da madrugada até as 14 horas do dia sob sol ardente. E este trabalho só durará 4 meses, nos outros o trabalhador estará desempregado. R$ 1.000,00 (o valor do gasto no pet-shop) representa o que este trabalhador vai receber durante cinco meses de intenso trabalho debaixo do sol escaldante do Norte.&lt;br /&gt;Os seres blindados da realidade, não sentem as agruras do real, muito menos o sol escaldante do Norte (a não ser em seus espirituosos passeios turísticas de "aventura"). Estes sujeitos blindados são como seres vivendo numa espécie de "second life": preferem viver uma "realidade fabricada". Só se dão conta quanto a violência bate na sua porta. A blindagem não é só no carro, parece já ter chegado no corpo, na alma.&lt;br /&gt;Digamos que cansei sim, cansei da hipocrisia das elites que preferem isolar em "sua realidade" e ignorar a verdade real e não enfrentar o desafio da exclusão e da diminuição da violência.&lt;br /&gt;A culpa é sempre dos outros. Nunca nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado em 08/10/2007 - www.partes.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-8212937482563153044?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/blindagens-do-real.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-8502889184112502486</guid><pubDate>Sat, 27 Dec 2008 23:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-27T15:16:42.201-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>crise financeira</category><title>Os assassinos de Wall Street</title><description>O escritor português José Saramago - Prêmio Nobel de Literatura de 1998 - em recente entrevista a um jornalista brasileiro (agora aqui com meus carcomidos botões não lembro o nome, mas é funcionário da Globo News) soltou seus verbos contra os especuladores que estão levando milhares de pessoas no mundo todo ao desemprego e desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo plenamente com o letrista de Memorial do Convento. Por conta de uns poucos gananciosos, especuladores, já com os bolsos repletos de dinheiro ganho às custas do sofrimento alheio, estamos sendo chamados a pagar por uma crise que não construímos.... &lt;br /&gt;Toma lá dinheiro público para socorrer os assassinos!&lt;br /&gt;Aos mortos, só a cova. Aos que restaram em pé, famélicos, a benevolência estatal.&lt;br /&gt;À sombra mais escura da grave crise da década de 1930, a nova crise de proporções globais deve sagrar-se como a mais profunda na história do capitalismo.&lt;br /&gt;Especula-se, em algumas rodas, se o capitalismo está em seu último grito agonizante. Outros, mais integrados, teimam em afirmar que é uma crise passageira. O tempo dirá... Será o fim do Império americano????&lt;br /&gt;Será o início de uma nova polaridade, e o surgimento de um novo Império? Que cenários possíveis, dentre tantos desenhados? China, outros mundos... especulações.&lt;br /&gt;Algumas velhas histórias - contadas por velhas raposas e repetidas por velhos corvos - voltam na tela, mas quem dá conta da racionalidade individual e a irracionalidade do sistema como um todo...  Buscarão os homens novas utopias para continuar vivendo o sonho, a recriação eterna da esperança? &lt;br /&gt;Insaciáveis, insaciáveis estes corvos da humanidade, vampiros letais de uma sociedade sem ética, espetacular. Seja lá de que forma esta crise vai acabar, mas assim como no Brasil, os assassinos de Wall Street continuarão soltos, pirilampos, vampirizando os cofres públicos, se nada acontecer de diferente, é claro! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado em 04/08/2008 - www.partes.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-8502889184112502486?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/12/os-assassinos-de-wall-street.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-7655246401468201503</guid><pubDate>Tue, 05 Aug 2008 16:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-05T09:17:19.633-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>PUM</category><title>Lançamos o PUM!</title><description>O PUM é um partido revolucionário, devastador, irreverente e coerente com seus princípios norteadores. É um partido fiel aos seus fundamentos. O PUM vem para alastrar seu conteúdo programático para toda a atmosfera planetária. Sim, o PUM é planetário. É um partido que pretende atingir todos os países, portanto, é internacionalista. Trotski sorrirá de alegria, esteja onde estiver, pois o PUM veio para apagar a arrogância daqueles que teimam em ser os parasitas da Revolução! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PUM é ecológico, transformador e pretende dissipar suas energias pelo planeta de forma universal, limpa e dinâmica. É um partido que vai proteger a reserva da biosfera ajudando na conservação das áreas verdes, no processo de urbanização e expansão urbana, na sustentabilidade do ambiente. Não haverá espaço para reprimidos, nem seremos repressores. Seremos o partido da liberação da energia vital que governa os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num cenário positivo, o PUM pretende ser a válvula de escape da juventude perdida. Não será necessário mais drogas, basta viver no PUM! No campo do gênero, o PUM pretende ser o partido mais democrático de todos, deve-se fazer respeitar. Homens e mulheres devem exercer seus poderes em igualdade e liberdade. Assim também para todas as minorias que a cada dia deixa de ser minoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PUM segue a máxima marxista de que "tudo se transforma" do que "tudo que é sólido desmancha no ar". É socialista, pluralista, sexista, democrático e humanista em sua essência. O PUM veio para não ficar preso a nenhuma engrenagem. O PUM é liberação da pura energia da população reprimida. Repressores do mundo: "Mene, mene, tekel upharsin" (Teus dias estão contados). Chega de injustiça social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PUM vem para exorcizar o fantasma que reprime os políticos nos Congressos, nas Assembléias e liberar as imensas possibilidades de renovação teórica e prática. Seremos uma referência democrática e popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PUM é pela liberdade de imprensa, pela democratização dos meios de comunicação. o PUM é o próprio produto do Canal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos articular uma rede de militantes que honrem a causa, que literalmente borrem as calças... nos barros, nas lamas.... Fará corpo a corpo com toda a população nos bairros e vilas. Nossa militância não se deixará enganar e estará vigilante contra todo o tipo de manipulação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutaremos contra as fraudes dos institutos de pesquisas que na tentativa de enganar o eleitor vão querer passar um idéia preconceituosa do PUM. Lutaremos contra este golpe tantas vezes já tentado. Nada de estatísticas falsas sobre o PUM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O partido não quer a Revolução nem pela direita, nem pela esquerda, nem pelos lados. Queremos sair pelo meio! Somos fisiologistas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À luta companheiros! À luta companheiras! Vamos construir um PUM de verdade! Longa Vida ao Partido da Unidade do Meado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-7655246401468201503?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/08/lanamos-o-pum.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-6722969927735089137</guid><pubDate>Tue, 05 Aug 2008 16:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-05T09:13:51.966-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Mulher Melancia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>banana</category><title>O Homem Banana</title><description>Mulher Moranguinho. Mulher Melão. Mulher Laranja. Mulher Melancia. Mulher Samambaia. Mulher Pêra. Mulher Jiló e uma infinidade de mulheres vegetais e animais. Uma verdadeira salada de fruta inunda a tela da televisão brasileira. Um show de tetas, bundas, celulites e “erotismo vegetal”. É “inaCRÉUditável” como somos submetidos à batida erótica funk em qualquer hora do dia. Os dotes curvilíneos das “pop star” sacodem, balançam os lcds das nossas casas erotizadas pela forma mais incorreta do mundo. Um show de curvas em praias e palcos. Fica tudo extremecido... tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem mata, guarda o corpo e depois vai assistir o “espetáculo” da Mulher Melancia. Refeito da bundagem explícita, volta para esquartejar o corpo singelo da inglesinha aventureira. Olha a carne e prepara o defunto. Um horror.  Assim fez o amante de Chuck, o boneco assassino (Charles Lee Ray, que encarna o boneco é no famoso filme uma "homenagem" aos famosos assassinos Charles Manson, Lee Harvey Oswald e James Earl Ray). Assim caminha a humanidade pobre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bananas, assim parecemos estar. Homens bananas voltados para assistir um show demência. Um cruel espetáculo carnívoro onde celulites se confundem com o doce sabor do sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem Banana parece aplaudir e mostra-se ávido para participar da salada de frutas. E dane-se Freud que parecia querer encontrar homosexualidade em tudo, Édipo em tudo. O importante para o Homem Banana é o balanço “glúteal” sincopado. Viva a sociedade vegetariana das peras, melancias, melão e outras guloseimas vitaminadas da nossa pobre sociedade do mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descascadas as bananas, nada sobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é moral, não é bom costume: coisas arcaicas que sempre arvoram múmias conservadoras. É o desrespeito à mulher, à sua beleza e erotismo. É puro desrespeito aos homens não bananas, aos homens HOMEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Adoro comer bananas, principalmente porque me ajuda na luta contra as câimbras...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-6722969927735089137?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/08/o-homem-banana.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8924744338184171470.post-660093468665767523</guid><pubDate>Sun, 08 Jun 2008 00:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-08T15:41:32.042-08:00</atom:updated><title>Do fundo do Baú - 04</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bmosUsm_PL0/SEson9xPaPI/AAAAAAAAAXo/pxxfriluEYE/s1600-h/plenario04.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209302061045213426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bmosUsm_PL0/SEson9xPaPI/AAAAAAAAAXo/pxxfriluEYE/s400/plenario04.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De 1994, um 13 de maio, uma luta, uma crítica, atual?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8924744338184171470-660093468665767523?l=gilbertodasilva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilbertodasilva.blogspot.com/2008/06/do-fundo-do-ba-04.html</link><author>noreply@blogger.com (Gilberto da Silva)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bmosUsm_PL0/SEson9xPaPI/AAAAAAAAAXo/pxxfriluEYE/s72-c/plenario04.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>